Ranalli cobra conclusão das obras na CPA e ironiza autódromo: “Só terra e Pó”

O vereador de Cuiabá e policial federal Rafael Ranalli (PL) fez duras críticas ao andamento das obras do BRT na Avenida do CPA e à prioridade atribuída pelo Governo Mauro Mendes (União Brasil) ao Parque Novo Mato Grosso. Para o parlamentar, o trânsito da capital vive um cenário de colapso, com intervenções prolongadas e desorganização que prejudicam diariamente milhares de motoristas.

Segundo Ranalli, a população enfrenta pistas estreitas, bloqueios frequentes, sinalização provisória inadequada e riscos constantes de acidentes. Na avaliação dele, a execução lenta e mal planejada das obras tem transformado a principal avenida de Cuiabá em um ambiente perigoso e caótico.

Em relação ao Parque Novo Mato Grosso, o vereador ironizou a recente inauguração da pista que recebeu etapa da Stock Car. Ele considera que o local ainda não possui estrutura adequada e que o evento apenas evidenciou falhas e improvisos incompatíveis com a grandiosidade anunciada pelo governo estadual. Para Ranalli, a entrega apressada resultou em um espaço com poeira, terra exposta e estruturas frágeis, destoando do padrão internacional divulgado.

O parlamentar também voltou a criticar a constante mudança de planejamento dos modais de transporte urbano. Ele relembrou que o Estado já defendeu, ao longo dos anos, diferentes sistemas — como VLT, BRT e, mais recentemente, o chamado “Bud” — sem garantir solução efetiva para a mobilidade da população.

Além das críticas, Ranalli apresentou ao Executivo municipal um anteprojeto de lei que propõe suspender temporariamente as multas de trânsito aplicadas em áreas diretamente afetadas pelas obras do BRT, incluindo trechos da Avenida do CPA e da região central. A proposta prevê que infrações leves e médias relacionadas à desorganização do trânsito — como estacionamento irregular por falta de vagas ou circulação em faixas alteradas pela sinalização provisória — não resultem em penalidade até a normalização do tráfego.

A ideia, segundo o vereador, é priorizar ações educativas, orientação aos condutores e comunicação clara sobre desvios e mudanças de circulação. O projeto também sugere que, caso haja impedimento por alegação de renúncia de receita, o Governo do Estado, responsável pelas obras, arque com o valor das multas diretamente causadas pelas intervenções.

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