Alerta no Agro: Conflito no Irã dispara preço do petróleo e ameaça encarecer fretes no pico da safra em MT

A escalada das tensões militares envolvendo o Irã, Estados Unidos e Israel nesta semana provocou uma reação imediata no mercado internacional, com o barril de petróleo Brent saltando mais de 13% e superando a casa dos US$ 83. Para o produtor de Mato Grosso, o reflexo é preocupante: a pressão deve encarecer o diesel e, consequentemente, o custo dos fretes justamente no auge do escoamento da safra de soja 2025/26.

O “Gargalo” do Diesel

O diesel é o principal insumo do transporte rodoviário no Brasil, representando entre 35% e 50% do custo total do frete. Como a Petrobras já operava com preços defasados em relação ao mercado externo, a nova alta do petróleo aumenta a probabilidade de reajustes nas bombas.

  • Impacto Logístico: Em Mato Grosso, onde as distâncias até os portos são continentais, qualquer aumento no combustível reduz drasticamente a margem de lucro de quem produz.

Risco no Estreito de Ormuz

O mercado global teme o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 25% do petróleo mundial e metade das exportações brasileiras de carne de frango para o Oriente Médio.

  • Efeito Cascata: Se a rota for bloqueada ou encarecida por taxas de guerra, o custo do frete marítimo também sobe, encarecendo fertilizantes e outros insumos importados.

Momento Delicado em Mato Grosso

O conflito ocorre em um momento em que Mato Grosso já enfrenta dificuldades climáticas. Com a colheita da soja atingindo cerca de 80% no estado, o excesso de chuvas em algumas regiões já causou perdas de qualidade e atrasos. O aumento do frete agora soma-se a:

  1. Estradas danificadas pelas chuvas intensas;
  2. Atoleiros e pontes comprometidas que atrasam o escoamento;
  3. Pressão no plantio do milho, que corre contra o tempo para não perder a janela ideal.

O Que Esperar?

Especialistas alertam que o produtor deve reforçar a gestão financeira e estratégia comercial. “O agro brasileiro é resiliente, mas está inserido em um tabuleiro global instável. Produzir bem já não basta; é preciso leitura geopolítica”, afirmam analistas do setor.

Fonte: Nortão MT / Agências

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