O setor produtivo de Mato Grosso enfrenta dias de tensão com a persistência das chuvas, que têm prejudicado o ritmo da colheita da safra 2025/26. Em diversas regiões do estado, o excesso de umidade já provocou perdas estimadas em 25%, afetando especialmente as áreas onde o grão ficou mais tempo exposto no campo.
Prejuízos na Qualidade e no Peso
De acordo com produtores e técnicos agrícolas, a situação gera uma série de problemas que impactam diretamente a rentabilidade:
- Grãos Avariados: O excesso de água causa a germinação da soja ainda nas vagens e o apodrecimento dos grãos.
- Descontos nos Armazéns: Devido ao alto teor de umidade, as cargas sofrem pesados descontos por parte das tradings e armazéns no momento da entrega.
- Máquinas Paradas: O solo encharcado impede a entrada das colheitadeiras, atrasando o cronograma de trabalho.
Ritmo da Colheita
Dados do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) indicam que, até o momento, cerca de 65% da área plantada foi colhida. No entanto, o avanço diário está muito abaixo do esperado para o período. No extremo Norte, como em Marcelândia, e no Sul do estado, os volumes de chuva em fevereiro ultrapassaram os 500 milímetros em alguns pontos.
Logística e Segunda Safra
Além dos problemas dentro da porteira, a logística de escoamento também sofre com estradas danificadas e atoleiros, dificultando o transporte até os portos e ferrovias.
Outro ponto de grande preocupação é a janela do milho safrinha. Com o atraso na retirada da soja, o plantio da segunda safra acaba sendo empurrado para fora do período ideal, o que aumenta os riscos de perdas por falta de chuva ou geadas no futuro próximo.
Fonte: Nortão MT

