O setor produtivo de Mato Grosso recebeu com alerta a notícia de que mais um importante grupo agropecuário protocolou o pedido de Recuperação Judicial (RJ). Com uma dívida acumulada que soma R$ 146 milhões, o grupo alega que a crise financeira foi precipitada por um grande inadimplemento (o famoso “calote”) por parte de seus arrendatários.
O Motivo da Queda
Diferente de outros processos de RJ que citam apenas a queda nos preços das commodities ou o custo dos insumos, este grupo apontou um fator externo crítico:
- Falta de Pagamento: Os arrendatários, que utilizavam as terras e estruturas do grupo para produção, deixaram de honrar os pagamentos contratuais.
- Efeito Cascata: Sem a receita dos arrendamentos, o grupo perdeu a capacidade de pagar seus próprios credores e insumos, gerando uma asfixia financeira imediata.
- Fatores Climáticos: Somado ao calote, as instabilidades no regime de chuvas nas últimas safras também reduziram a produtividade geral, agravando o rombo.
O Que é a Recuperação Judicial?
Para o leitor entender: a RJ é um mecanismo jurídico que permite que a empresa suspenda as cobranças de dívidas por um período determinado para tentar se reestruturar.
- Plano de Recuperação: O grupo agora tem um prazo para apresentar à Justiça um plano de como pretende pagar os R$ 146 milhões aos credores (bancos, fornecedores e parceiros).
- Manutenção de Empregos: O principal objetivo da justiça ao aceitar o pedido é evitar a falência, mantendo a atividade econômica e os postos de trabalho.
Reflexo em Campo Novo e Região
A situação deste grupo acende o alerta para proprietários de terras e investidores em Campo Novo do Parecis, onde o modelo de arrendamento é muito comum. Especialistas indicam que o momento exige:
- Rigor nos Contratos: Revisão das garantias em contratos de arrendamento.
- Seguro Agrícola: Monitoramento da saúde financeira de quem está operando na terra.
- Gestão de Risco: Maior cautela na alavancagem financeira em períodos de preços de grãos instáveis.
Fonte: Nortão MT / Redação Plantão CNP

