A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), deflagrou uma operação estratégica para desmantelar a estrutura financeira de uma das maiores facções criminosas do estado. A ação foca no crime de lavagem de dinheiro, atingindo diretamente bens de luxo adquiridos com o lucro de atividades ilícitas.
O Alvo: Milhões em Bens
A investigação, que durou meses, mapeou como o dinheiro do tráfico de drogas e de roubos era “limpo” através de empresas de fachada e o uso de “laranjas”. Entre as ordens judiciais cumpridas, destacam-se:
| Tipo de Apreensão | Detalhes do Patrimônio |
| Veículos de Luxo | Carros importados e caminhonetes de última geração. |
| Imóveis | Sequestro de casas em condomínios de alto padrão e fazendas. |
| Contas Bancárias | Bloqueio de valores que, somados, ultrapassam a casa dos milhões. |
| Empresas | Suspensão das atividades de estabelecimentos usados para ocultar o dinheiro. |
Estratégia de Asfixia
Diferente das operações convencionais, esta mira o estilo de vida ostentoso dos líderes da facção. Segundo a Polícia Civil, retirar o poder de compra e o patrimônio desses indivíduos é a forma mais eficaz de enfraquecer o comando do crime organizado.
“Prender o suspeito é importante, mas retirar o recurso que financia o fuzil e a logística do tráfico é o que realmente desestabiliza a organização”, afirmou um dos delegados responsáveis.
Investigação Continua
Os documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos agora passam por uma perícia técnica minuciosa. O objetivo é identificar outros integrantes da rede de lavagem de dinheiro, incluindo profissionais liberais que possam ter auxiliado na ocultação dos bens.
Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais e tráfico de drogas, com penas que podem ultrapassar os 30 anos de reclusão.
Fonte: Assessoria PJC-MT

