Mato Grosso iniciou 2026 com o “pé no acelerador” na geração de empregos. Segundo dados do Novo Caged, compilados pelo DataHub MT, o estado foi responsável por 43,7% de todas as vagas abertas na agropecuária brasileira em janeiro. Das 23 mil vagas criadas no setor em todo o país, 10.074 foram geradas aqui em solo mato-grossense.
O desempenho garantiu a Mato Grosso a segunda posição nacional no setor, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul. No saldo geral (todos os setores), o estado criou 18.731 novos postos, sendo que o agro respondeu por mais da metade (54%) desse montante.
O “Motor” da Soja e a Força Regional
O início da colheita da safra 2026 foi o principal combustível para esses números. O cultivo de soja foi responsável por 7.299 vagas, representando 72% das contratações do setor.
Confira as cidades que lideraram a geração de empregos na agropecuária:
| Posição | Município | Vagas Geradas (Agro) |
| 1º | Sorriso | 779 |
| 2º | Nova Mutum | 403 |
| 3º | Brasnorte | 386 |
| 4º | Primavera do Leste | 368 |
| 5º | Pedra Preta | 351 |
Destaque Regional: Cidades como Paranatinga, Campo Novo do Parecis, Querência e Diamantino também figuram na lista das dez que mais contrataram, reforçando o dinamismo do nosso eixo produtivo.
Diversificação e Perspectivas
Além da soja, outras cadeias produtivas ajudaram a fechar a conta positiva em janeiro:
- Pecuária de Corte: 804 novas vagas (8%);
- Milho: 497 novos postos (5%);
- Serviços: Atividades de preparação de terreno e apoio à agricultura também registraram alta.
Segundo Anderson Lombardi, secretário de Desenvolvimento Econômico em exercício, esse resultado reflete a confiança do investidor: “Os números mostram a força da economia mato-grossense. O agro segue impulsionando oportunidades e movimentando o desenvolvimento regional”.
A estimativa do IBGE aponta que a produção de cereais e oleaginosas em Mato Grosso deve manter a tendência de crescimento ao longo de 2026, o que sinaliza um mercado de trabalho aquecido para os próximos meses.
Fonte: Nortão MT / Sedec-MT

