A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco de Cuiabá, deflagrou na manhã desta terça-feira (10/03) a Operação Retirada. O objetivo é desmantelar o braço financeiro de uma organização criminosa que utilizava uma rede de “laranjas” para movimentar milhões de reais vindos de atividades ilícitas.
O Esquema dos “Sacadores”
A operação recebeu o nome de “Retirada” em alusão à função exercida pelos alvos: os chamados sacadores.
- Como agiam: O grupo recrutava pessoas (laranjas) para cederem suas contas bancárias. O dinheiro do crime entrava nessas contas e os sacadores realizavam a retirada imediata dos valores, repassando-os para outras camadas da organização para dificultar o rastreio da polícia.
- Lavagem de Capitais: Além dos saques, a investigação apontou a quebra de sigilos que revelou uma movimentação financeira intensa e incompatível com a renda dos envolvidos.
Balanço da Operação
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá e cumpridas na capital:
- 04 Mandados de Prisão: Prisões preventivas de líderes do setor financeiro;
- 04 Mandados de Busca e Apreensão: Coleta de documentos e dispositivos eletrônicos;
- Sequestro de Veículos: Apreensão de bens adquiridos com o lucro do crime;
- Bloqueio de Contas: Interrupção imediata do fluxo financeiro da facção.
Programa Tolerância Zero
Esta ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus e do Programa Tolerância Zero. A meta é sufocar as facções não apenas com prisões, mas retirando o poder econômico que sustenta a logística do tráfico e a compra de armamentos.
As investigações continuam para identificar novos “laranjas” e outros níveis da hierarquia financeira da organização que possam estar operando no interior do estado.
Fonte: Assessoria PJC-MT / Redação Plantão CNP

